sábado, 12 de fevereiro de 2011
Des(arrume)
A vida acontece no desarrumar.
A caneta que secou e te obrigou a pedir outra emprestada. E te fez olhar pro lado. E te fez se misturar, conhecer, (re)conhecer. Trocar, discordar, lutar. Até que o outro te bagunçou e você precisou rearrumar. O difícil não é a mudança, mas a nova arrumação. E sempre que alguém chega, dá um jeitinho de tirar um vasinho dali e colocar naquele outro canto que você antes ignorava... Ou mesmo não via, ou não gostava. Mas mudou. E ficou bom daquele jeito novo também, e foi por ele, só por causa dele.
E você pensa, "se ele não viesse, eu não teria tirado o vaso, e não teria conseguido escrever palavras novas naquele caderno em branco. Estaria até agora me lamentando pela caneta sem tinta..."
Sempre que algo importante acontece, e te faz repensar sua vida, foi pela feliz escolha de ter permitido que alguém viesse desarrumar seu mundo.
Os momentos marcantes, o "pulo do gato", a mudança, a falta de ar, de juízo, de planejamento... Ali está ela: a vida.
"Abre essa janela, deixa o dia amanhecer você". Crombie.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Vida nova, ano novo.
Basta uma luz. Ela se acende, e você enxerga. Basta. Desbasta a bagunça, o que dificulta, dificultava.
Quando se está no escuro por muito tempo, e de repente algo se acende, os olhos doem, é incômodo enxergar. É mais ou menos como o bebê, que tem dificuldade de abrir os olhos assim que nasce, pois a luz é forte de mais, e o esforço é grande. Mas aos poucos, ele vai se adaptando e logo quer ver tudo que o cerca.
Dessa forma, aos poucos, a cada piscar, nossos olhos vão se acostumando com a novidade. E mesmo quando teimamos, quando como crianças indefesas, traçamos o caminho que nos levaria ao sofrimento, Ele permite, Ele acompanha, e vai acendendo as lâmpadas pelo caminho... Pela sua graça, numa dessas, voltamos a ver. O caminho já não parece tão florido, tão interessante como antes. Podemos ver os buracos, as gigantes ladeiras, o que de nós ficaria no caminho... A luz que chegou pode deixar clara de mais aquela situação que não queríamos ver direito... e dói, incomoda, surpreende. Mas Ele está ali também, e junto com a feiúra que surgiu com a luminosidade, outras coisas apareceram: aquele amigo que você não via há tempos, aquela oportunidade de pegar de volta no violão empoeirado que de tanto gostava, aquele tempo só pra cuidar de você, que você vinha empurrando com a barriga... lembra? Sobrou espaço agora, espaço pra ser aproveitado com amor, com comunhão, novos laços, e daqui ha um tempo, uma novidade ainda melhor de vida. Mas até que ela chegue, aproveite, se cuide, lembre-se de relacionar-se com o Deus, aquele que acendeu a luz e permitiu que você visse, Ele quer continuar com você em todo o tempo, mesmo nos momentos mais escurinhos... Ele pode ser sua lanterna, sempre em mãos. Às vezes, é preciso que algo que acreditemos nos decepcione: um amor, um emprego, um sonho. Nesse momento uma nova luz pode acender, e tudo, no seu tempo, se refaz.
Andar sozinho não tem graça, bom mesmo é ser cheio da graça de quem vê além das curvas e além do nosso alcance.
Pouco importa. Andar ao lado de quem guia faz toda a diferença.
Quando se está no escuro por muito tempo, e de repente algo se acende, os olhos doem, é incômodo enxergar. É mais ou menos como o bebê, que tem dificuldade de abrir os olhos assim que nasce, pois a luz é forte de mais, e o esforço é grande. Mas aos poucos, ele vai se adaptando e logo quer ver tudo que o cerca.
Dessa forma, aos poucos, a cada piscar, nossos olhos vão se acostumando com a novidade. E mesmo quando teimamos, quando como crianças indefesas, traçamos o caminho que nos levaria ao sofrimento, Ele permite, Ele acompanha, e vai acendendo as lâmpadas pelo caminho... Pela sua graça, numa dessas, voltamos a ver. O caminho já não parece tão florido, tão interessante como antes. Podemos ver os buracos, as gigantes ladeiras, o que de nós ficaria no caminho... A luz que chegou pode deixar clara de mais aquela situação que não queríamos ver direito... e dói, incomoda, surpreende. Mas Ele está ali também, e junto com a feiúra que surgiu com a luminosidade, outras coisas apareceram: aquele amigo que você não via há tempos, aquela oportunidade de pegar de volta no violão empoeirado que de tanto gostava, aquele tempo só pra cuidar de você, que você vinha empurrando com a barriga... lembra? Sobrou espaço agora, espaço pra ser aproveitado com amor, com comunhão, novos laços, e daqui ha um tempo, uma novidade ainda melhor de vida. Mas até que ela chegue, aproveite, se cuide, lembre-se de relacionar-se com o Deus, aquele que acendeu a luz e permitiu que você visse, Ele quer continuar com você em todo o tempo, mesmo nos momentos mais escurinhos... Ele pode ser sua lanterna, sempre em mãos. Às vezes, é preciso que algo que acreditemos nos decepcione: um amor, um emprego, um sonho. Nesse momento uma nova luz pode acender, e tudo, no seu tempo, se refaz.
Andar sozinho não tem graça, bom mesmo é ser cheio da graça de quem vê além das curvas e além do nosso alcance.
Pouco importa. Andar ao lado de quem guia faz toda a diferença.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
2010
Queria estar inspirada. Afinal, é o meu último post do ano de 2010.
O ano do desapego. Despego do status quo, da "estabilidade". Um ano de "tudo diferente".
O ano das conseqüências das mudanças iniciadas em 2009. Mudança é mesmo um processo: ninguém muda de uma hora pra outra, ou só porque resolveu mudar. Mudar o outro então, nem pensar, esquece!
Um corte de cabelo novo e ousado não é a mudança em si: ele é o reflexo de uma mudança profunda e lenta. Muda-se de dentro pra fora, aos poucos, e dói pra burro.
É preciso relaxar. Saber curtir um momento, uma situação, uma paisagem, um mergulho, uma companhia.
Nada se repete. Pode até ser parecido, mas não é igual, pois você mesmo já não é o mesmo que era na primeira vez. Você mudou, o outro mudou, e a relação também.
Por isso, não existe essa tal de "segurança". Ela é uma ilusão, um nome que inventamos pra o costume. Não pense que o que está acostumado a sentir não muda, que o seu parceiro não muda, ou os seus amigos... Os planos mudam, as expectativas, os sentimentos, as
A única coisa que não muda mesmo é a rede Globo.
Sonhar nunca é de mais. É bom experimentar, pois qualquer dia desses o sonho pode mesmo tomar forma e cor bem na sua frente!
A leitura é outro tipo de relacionamento: com as personagens, a história, os cheiros e gostos.
E a música... Ah! Fica até difícil falar. Música é companhia, é sentimento que pulsa em algum lugar entre o nosso coração, o do compositor, e as notas ouvidas (e porque não sentidas)?
É bom passar um tempo sozinho. De preferência com um café com leite, e jazz ao fundo.
Ir ao cinema muitas vezes no ano transforma a vida de qualquer um. Fato. É um encontro com nossas próprias catarses.
Fazer terapia é libertador pra qualquer alma (e as que estão à sua volta). E não digo isso por ser terapeuta, mas cliente.
Muitas vezes, a sua mudança alcança o outro e ele acaba tendo que mudar com você. É bom sentir a leveza alcançada por uma relação outrora cansativa. Se você se respeitar, o outro não tem alternativa a não ser te respeitar também.
O nascimento de uma criança gera um sentimento de perdão e alegria. E tudo se faz novo.
Cultivar amigos faz brotar: sorrisos, poesias, presentes, risadas, viagens, memórias... um sem fim de bênçãos.
Entregar-se ao novo é fundamental. Dali abre-se janelas e portas bem largas que antes não tínhamos reparado.
É interessante permitir que as pessoas te surpreendam. Quebrar paradigmas nos faz mais humanos e menos "donos da verdade".
Falar é bom. Dizer não também. Tudo o que guardamos lá dentro, pode gerar doença. E doenças sérias! Se o outro não pensa assim, ao menos você se amou o suficiente para expressar o que sentia.
Não há sentimentos bons e maus. Tudo faz parte da nossa natureza. Não é feio ter raiva, é natural. Feio é dar um soco em alguém no trânsito, porque você não disse ao seu pai que não gostou da maneira que ele te tratou mais cedo.
O outro é um espelho. Talvez "aquele jeito" dele te incomode tanto, porque você gostaria de ser um pouco mais assim também, mas não teve coragem.
Deus as vezes coloca pessoas muito difíceis na sua vida, para que você aprenda com elas.
Vá com medo, mas vá! =)
Converse com sua criança interior de vez em quando. Pode ser que até hoje ela atrapalhe um pouco na sua maneira de ser. O que fez sentido um dia, hoje pode não fazer mais. Deixe que ela vá.
Fale dos seus traumas com alguém que confia. Fantasmas intocáveis tendem a crescer...
Toda escolha é uma renúncia.
Quando resolvemos entrar em contato com nossos problemas emocionais, nos tornamos livres, pois fica claro que temos sempre mais de um caminho a seguir: Existem opções! Repetir sem se dar conta não é saudável.
Construir algo seu traz uma sensação única! Fico imaginando como será ter um filho...
O mundo pode estar muito evoluído, mas trocar sempre será vital. A vida acontece no entre.
A relação com nossos pais muda sempre, e é bom vivenciar suas vantagens a cada nova fase.
O amor não deve ser egoísta. É preciso saber dosar.
A distância não necessariamente muda coisa alguma. O que muda é não aprender a lidar com a falta.
Chore quando sentir vontade. Lágrimas não foram feitas para ficarem presas, assim com os passarinhos.
O estado do seu quarto está diretamente relacionado com seu estado de espírito. É bom arrumá-lo every now and then.
O twitter e o facebook são divertidos, mas não fazem companhia. Desligue-se de vez em quando.
Viajar é fundamental. Mesmo que seja a 1h de distância.
Comer com prazer faz bem a saúde!Exercitar-se também!
Relacionamentos são trabalhosos. E muito. Mas nada vale mais do que sentir-se cativado.
Sem fé nada disso seria possível. Deus transforma se a gente quiser. Mas Ele respeita nosso espaço....
Agradeço a todos os meus amigos, que viveram comigo esse ano de 2010.
Amo muito todos vocês!
Que 2011 seja um ano abençoado, rico em amor, paz, saúde e muito aprendizado!
Beijos!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Sem teto e sem chão
Era uma tarde cinzenta. Lá estava, num banco de praça. Um banco que nunca havia sentado antes, numa praça que costumava ignorar. Toma um gole de café. A bebida desce quente pela sua garganta. Suspira. Quase pode ouvir o tic-tac do relógio. Um pássaro passa voando. Então, lembra-se dele. Mais um gole...
Palavras lançadas ao vento, certos abraços apertados, detalhes quase imperceptíveis: um passo mais lento, um olhar ensurdecedor, risadas cegas, gestos soltos, um piscar de olhos, talvez. O carinho que faltou, o atravessar paralisante, o descaso desconcertante. A falta.
E esbarravam em medos, regressavam sem soltar. Embaraço. Como um nó sem nós, envolto num laço frouxo e disforme.
Histórias escritas nas esquinas de uma cidade sem silêncio. Cúmplice. Histórias essas, regadas por xícaras de café, pelo balanço do metrô, nas entrelinhas de tantos livros espalhados, nas notas de um jazz desafinado. Reféns de palavras nunca ditas. Laço construído e desapegado, frágil, abandonado. Afeto sem teto, sem chão. Emoção provocada e lançada ao vento, procurando-se desfazer.
Roubou dela o respirar, o leve repousar e algumas lágrimas. Deixou em troca poesias, humildes conclusões e um mergulho em si mesma.
Encontro desencontrado, perturbado, profundo e raso, certo e tão duvidoso. Dor que se desdobra, só dorme um pouco, até que acorda. Fantasia, lembrança, vento...
Um esbarrão, um susto, um parêntesis: tem sua importância, carrega dentro de si um sentido. Mas a história continua com ele, apesar dele.
A dor, o frio na espinha, o acelerar dentro do peito: o tempo levou... fez voar. Levou também os diálogos, as fantasias, e (quase) todas as esperanças. Levou o que o vento um dia trouxe.
E o que ficou, era então, só dela. Só lhe restava colher os frutos e as flores pelo caminho.
Levanta a cabeça do livro rabiscado à sua frente. Mais um gole. Apenas fragmentos de uma história de (des)amor.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Sobre o nosso laço
Já falei dela algumas vezes. Já escrevi sobre ela. Já chorei com ela, sem ela, e por ela. Já ri um tanto por causa dela! Ja reparti com ela, já somei, já dividi e multipliquei. Já vivi dores profundas, já me axaltei, já errei. Já pedi perdão, já me envergonhei, já sarei. Já sorri sorrisos largos, mas nunca amarelos. Já ganhei o céu, por causa de um olhar dela... Já a ouvi cantar e me encantei. Nunca desencanto dela. Já ouvi histórias, já contei, recontei, detalhei, narrei... "cronologicamente". Já decorei seu piscar, seu caminhar, seu desembaraçar. Já aprendi com ela - e como! Já ensinei, já troquei, já fotografei. Já comemorei, já subi em árvore, já viajei. Já servi com ela, já recebi e também doei. Já abri os braços pra ela, e também já disse "até logo". Já entendi o pra sempre, quando ela chegou. Já vivi sem ela, mas isso eu não posso mais...
Parabéns pelo seu dia, minha flor.
Longe ou perto. Meu laço eterno.
Parabéns pelo seu dia, minha flor.
Longe ou perto. Meu laço eterno.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Cores e sonhos
Sonhos costumam ter cores, muitas cores! Sons, tamanhos, pesos, medidas, listras e bolinhas coloridas. Sonhos têm vida, têm brincadeira, têm riso. Trazem consigo um tanto de humor, de energia... Aquela que muito contagia.
Sonhos tem gente, uma porção delas. Gente que ajuda no sonho, gente que faz parte dele, gente que ganha com ele. Tem também aquelas que vão se achegando no caminho e fazem o sonho crescer. Às vezes, elas transformam o sonho um pouquinho, deixando sua marca. Mas têm aquelas também que mudam o sonho por inteiro, dando um sentido totalmente novo a ele! É um presente pro sonho quando elas aparecem... Suas ideias são únicas e mágicas!
O sonho às vezes têm vírgula, quando é preciso batalhar por ele por um tempo. Ou um ponto de exclamação, quando se tornam realidade e somam sonhos novinhos em folha! Os sonhos só não têm medidas.
Sonhos às vezes tropeçam... Mas não caem jamais, especialmente quando foram colocados pelo Pai no coração. Lá eles ficam seguros, quentinhos, só esperando para serem gerados. Sim, alguns precisam de um tempo maior pra nascerem. Se saírem mais cedo do aconchego, correm o risco de não terem força o suficiente, e se perdem no vento. É triste de mais quando isso acontece. Toda vez que chove muito lá fora, foi um sonho que se perdeu. O céu não aguenta de tristeza...
Sonhar é ter o mundo inteiro dentro de um só coração. É o desafio da física, da anatomia, da realidade...
Um sonho mereçe tudo, mas nunca um ponto final...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
De trás pra frente
A vida só faz sentido, quando observada de trás pra frente.
Seguindo portanto, na ordem cronológica, vou balançando e cantando, segurando para não cair.
Um dia, tudo há de se explicar, um dia o sentido me encontra, e pode até me fazer cair
na risada.
A vida
só faz
sentindo.
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