Muitas coisas me inspiram.
Mas a mais pura verdade é que a nossa vida como membros de uma metrópole caótica, mais destrói, desintegra e maltrata, que o contrário. A vida como a conhecemos hoje nos informa tanto que perigamos permanecer na superfície. É o momento onde a diversidade e a facilidade nos engolem. Estamos sujeitos a, da mesma forma, construir laços rasos e fracos, tanto com as pessoas quanto com o próprio Deus. Muitos não procuram sequer conhecer-se a si próprios, e entender suas particularidades mais profundas. Tudo está ao nosso alcance, os desejos foram liberados e portanto, misturados, confundidos, distorcidos. A existência pode girar em torno do nosso próprio umbigo, e com ela, vem a sensação de que corremos atrás do vento.
A cada dia sinto que o segredo está no mais simples: parar, olhar em volta, contemplar o céu, que nos fala de nós mesmos, do caminho diário, de uma busca, de um encontro. Tudo tem seu lugar, seu tempo. A vida não precisa ser corrida, atropelada, acelerada. A vida pode ser um simples olhar para o céu, o contemplar de um pôr do sol. Espiritualidade, paz, presença de Deus, nada disso é complexo, ou distante. Está ali, no voo de um passarinho, nas cores de cada flor, no sol, nas estrelas, na força do vento. Deus nos fala, nos canta, nos chama para que entendamos que o nosso coração precisa dessa paz e desse sopro. Mas a diversidade para que somos chamados não nos permite enxergar o que é mais singelo.
É sufocante tentar segurar o tempo, atrasar os ponteiros do relógio, aproveitar ao máximo, entregar tudo certinho, produzir em tempo integral, agradar a todos que reclamam nossa presença, ser pai, mãe, ser forte, magra, rico, filho, irmão, amigo, marido, funcionário, chefe, mulher, homem, ser humano... Muitas vezes nos perdemos em tantas versões de nós mesmos dentro de uma realidade completamente disfuncional. As pressões são constantes, vem de fora e de dentro, e tem nos feito adoecer. A cura está numa existência que procura investir no que vem de dentro para fora. O caminho é contrário ao que nos é forçado goela abaixo: silenciar o coração, assistir à beleza de Deus revelada através da natureza, ouvir com a alma. O pôr do sol é democrático, não há quem não possa observá-lo. A oração, a meditação, nos fazem criar fronteiras com o mundo barulhento e guardar o nosso coração.
Graças à Deus, muitas coisas me inspiram...
* Inspirada pela pregação do Pr. Leandro, e pelos espetáculos diários, que não me canso de contemplar.
domingo, 19 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
E você? Tem medo de que?
Medo de cair
de não subir
Medo de errar
e de desistir
Medo de perder
de machucar, de exagerar
Medo as vezes de respirar
Medo de continuar, de acreditar
Medo de escuro, de barulho
e as vezes, medo do silêncio cortante
Medo de magoar, de marcar
Medo de não esquecer
Medo de querer, medo de se perder...
E ela, 24 anos de idade, missionária na China, que vivia num constante risco de ser morta, ao ser questionada quanto ao medo de morrer, responde assim: "Não. Só tenho medo de viver sem ter feito a vontade de Deus. Esse é meu único medo".
Medo de não ser esse meu único medo.
de não subir
Medo de errar
e de desistir
Medo de perder
de machucar, de exagerar
Medo as vezes de respirar
Medo de continuar, de acreditar
Medo de escuro, de barulho
e as vezes, medo do silêncio cortante
Medo de magoar, de marcar
Medo de não esquecer
Medo de querer, medo de se perder...
E ela, 24 anos de idade, missionária na China, que vivia num constante risco de ser morta, ao ser questionada quanto ao medo de morrer, responde assim: "Não. Só tenho medo de viver sem ter feito a vontade de Deus. Esse é meu único medo".
Medo de não ser esse meu único medo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Tom diferente
Os dias transformam
a escuridão em luz
as cores do céu,
o brilho do sol em lua,
o breu em estrelas brilhantes.
O verde da fruta dá lugar ao amarelo
As folhas, as flores, as marés...
Tudo muda no espaço dos dias.
Os dias transformam esbarrões em encontros,
conversas em trocas,
abraços em laços,
asas de borboleta...
Como em uma dança circular,
o presente vai virando passado
e o futuro, presente se faz.
Sempre em ritmos diferentes a dança acontece:
Por vezes, lenta como uma valsa
por outras, apressada no passo de um forró.
O dia faz crescer as crianças,
aumenta a saudade
e encurta a espera.
A lágrima se desfaz num sorriso,
gerando esperança,
brotando arte.
A falta encontra aconchego
e a busca, um tesouro.
Nessa dança filho vira pai,
e pai (re)vira criança.
A mudinha se torna uma grande mangueira
as ruas de terra viram estradas.
Os versos se unem em música
A pescaria transforma-se em um belo jantar
Os sonhos um dia se tornam viagens
E mais tarde, lembranças em fotografias.
Tudo começa, cresce
e um dia chega ao fim.
Seja porque não se vê,
ou porque já não se sente.
Cada dia tem um tom diferente.
A única coisa que se sabe,
é que enquanto estivermos na pista
a dança continua.
O tempo todo...
Basta um dia de cada vez.
Take your time, do it slow sometimes
Look around, take a breath
Respect you own feeling and be true.
But keep on dancing.
No one else can do it for you.
"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." Mt 6:34
a escuridão em luz
as cores do céu,
o brilho do sol em lua,
o breu em estrelas brilhantes.
O verde da fruta dá lugar ao amarelo
As folhas, as flores, as marés...
Tudo muda no espaço dos dias.
Os dias transformam esbarrões em encontros,
conversas em trocas,
abraços em laços,
asas de borboleta...
Como em uma dança circular,
o presente vai virando passado
e o futuro, presente se faz.
Sempre em ritmos diferentes a dança acontece:
Por vezes, lenta como uma valsa
por outras, apressada no passo de um forró.
O dia faz crescer as crianças,
aumenta a saudade
e encurta a espera.
gerando esperança,
brotando arte.
A falta encontra aconchego
e a busca, um tesouro.
Nessa dança filho vira pai,
e pai (re)vira criança.
A mudinha se torna uma grande mangueira
as ruas de terra viram estradas.
Os versos se unem em música
A pescaria transforma-se em um belo jantar
Os sonhos um dia se tornam viagens
E mais tarde, lembranças em fotografias.
Tudo começa, cresce
e um dia chega ao fim.
Seja porque não se vê,
ou porque já não se sente.
Cada dia tem um tom diferente.
A única coisa que se sabe,
é que enquanto estivermos na pista
a dança continua.
O tempo todo...
Basta um dia de cada vez.
Take your time, do it slow sometimes
Look around, take a breath
Respect you own feeling and be true.
But keep on dancing.
No one else can do it for you.
"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." Mt 6:34
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Sobre a fotografia
Hoje é o dia mundial da fotografia!
Muitas coisas tinham vindo à minha mente hoje, mas saber dessa data me fez desviar de todos os outros assuntos.
Por hoje, que as imagens falem por elas mesmas!
Há cor na cidade!
"Nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ver as letras
e as palavras de gentileza..."
=)
Muitas coisas tinham vindo à minha mente hoje, mas saber dessa data me fez desviar de todos os outros assuntos.
Por hoje, que as imagens falem por elas mesmas!
Há cor na cidade!
"Nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ver as letras
e as palavras de gentileza..."
=)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Casando
Casamento... palavra sólida, cercada de conceitos preestabelecidos, e para a maioria dos meus amigos: planos completamente distantes. (Será que daria para chamar de plano?) rs.
Pra mim tem sido diferente: sonhos, planos, preparativos. Não é pelo vestido branco, pela festa, nem mesmo pelas fotografias (juro!!), mas pelo desejo de juntar as rimas, as escovas, os sonhos. Sei que não será fácil... Não tem como ser. Somos diferentes, por vezes opostos. Ele gosta de levantar cedo, eu durmo até não pedir mais... Ele fala muito, eu até que gosto de um silêncio. Ele assiste àquele filmes bobos e dá risada como criança, e eu fico com a língua coçando, morrendo de vontade de criticar a cena. Mas ainda assim, há o encontro. Ele me bota os pés no chão quando a objetividade me falta, e segura a minha mão para criar novos sonhos comigo. Me mima, me enche de carinho e de certeza que podemos ir mais longe. Que o caminho se multiplica enquanto andamos por ele.
Quem conhece minha história de vida sabe que não fui uma menininha que fazia do lençol branco um véu de noiva, nem muito menos achava que casaria com cada cara que conheci durante a adolescência... Filha de pais separados – e (re)casados, e (re)separados, (Ufa!!), nunca idealizei de mais essa história de casamento. Mas como psicóloga não freudiana (com todo respeito, acho o cara um gênio), não creio que estamos fadados ao fracasso, à repetição do que nos foi exposto através dos nossos pais, ou à incapacidade de escrever uma história diferente daquela. Justamente por tê-la vivido assim, é possível desejar o diferente. Acredito na saúde, na força do ser humano e é claro – no desejo de tornar consciente aquilo que não se quer repetir. De outra forma, sei o quanto somos capazes de nos tornarmos vítimas das histórias prévias (mas isso já é outro assunto). Jovens de mais? Para sonhar, dividir dores e somar amor? Não acho que o número de bolos de aniversários tenha nada a ver com isso.
Sei que obstáculos virão (acredite, já me deparei com alguns ao longo do caminho...), mas creio no milagre do amor. Na reafirmação diária, no desejo de fazer o outro mais feliz. Faremos os votos na certeza de que sozinhos seremos incapazes de cumpri-los (sim, isso mesmo). Mas também na certeza de que o amor sem medidas do Pai, que um dia eu conheci, é o que tornará possível. Muitas coisas especiais na minha vida são invisíveis: o amor, a paz, o calor, o vento, a música, a sintonia com o outro... e algumas outras, pelos meus 3 graus e meio de miopia, tornam-se borradas. Fazem-me lembrar que só se vê bem com o coração. E para que o coração não se engane, é preciso estar juntinho daquele que tem a “visão além do alcance”. =)
Seremos três. E apenas um.
Amém.
Amem!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Todas as idades do mundo
Desperto às 2h da manhã num susto
As lágrimas escorrem, quero colo
um colo que me aninhe sem cobrar nada
me sinto aos 5 de novo
e volto a adormeçer.
Nas primeiras horas do dia
os pensamentos preenchem a lembrança do sonho infantil
e as preocupações me invadem
Tomo meu café lendo o jornal
e me sinto aos 90, numa velhiçe sem ânimo
ansioso por um pouco de nada.
Vou para o trabalho, mais um dia que passa
com o correr das horas tudo faz mais sentido
Perco um tempo no trânsito,
mas ganho outro com um amigo
Faço planos, mexo no passado
e brinco com a sobra que se recria em mim
Quero dançar, correr
e fotografar a chuva a cair
O chefe chega, sou adulto
logo volta a concentração
Me enquadro e me perco constantemente
Ninguém é como eu
mas sou como todo mundo
Já são seis horas, posso sair
Que será que me aguarda do lado de fora?
Desejo que pulsa, opções sem fim
Ainda que os caminhos só existam quando passamos por eles
Ligo o meu carro
afasto o pensamento adolescente
Já em casa, beijo minha filha
e conto pra ela uma história
pra que ela durma em paz
O sono reaparece e volto a sonhar
É então que percebo: tenho em mim todas as idades do mundo.
As lágrimas escorrem, quero colo
um colo que me aninhe sem cobrar nada
me sinto aos 5 de novo
e volto a adormeçer.
Nas primeiras horas do dia
os pensamentos preenchem a lembrança do sonho infantil
e as preocupações me invadem
Tomo meu café lendo o jornal
e me sinto aos 90, numa velhiçe sem ânimo
ansioso por um pouco de nada.
Vou para o trabalho, mais um dia que passa
com o correr das horas tudo faz mais sentido
Perco um tempo no trânsito,
mas ganho outro com um amigo
Faço planos, mexo no passado
e brinco com a sobra que se recria em mim
Quero dançar, correr
e fotografar a chuva a cair
O chefe chega, sou adulto
logo volta a concentração
Me enquadro e me perco constantemente
Ninguém é como eu
mas sou como todo mundo
Já são seis horas, posso sair
Que será que me aguarda do lado de fora?
Desejo que pulsa, opções sem fim
Ainda que os caminhos só existam quando passamos por eles
Ligo o meu carro
afasto o pensamento adolescente
Já em casa, beijo minha filha
e conto pra ela uma história
pra que ela durma em paz
O sono reaparece e volto a sonhar
É então que percebo: tenho em mim todas as idades do mundo.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
AnaJulia
Saudades de você na minha casa, de te ligar assim que algo importanto acontece, do seu sorriso pra mim, do olhar maternal, de sentir seu abraço, de chorar no seu ombro, de te dar as mãos, de ver filme, comer feito loucas, fazer brigadeiro com bolotas, rir até a barriga doer. Saudade de dividir segredos, de expor a alma, de me (re)conhecer em você. Saudades da gargalhada gostosa de Cauã, de fazer cosquinhas no joelho dele e de pensar ao vê-los juntos que um dia quero ser a mãe que você é.
Saudade das nossas orações tão sinceras, num quarto-secreto com lugar para três. Saudade da sua voz, fosse no tom que fosse. Saudade do seu cantar e do vôo que nossas mentes faziam juntas. Saudade da presença física, de saber que te tinha "logo ali".
Não estamos separadas, não na mente nem muito menos no coração, que é um só. Os emails me alegram e emocionam, são o colorido dos dias. Espero o dia de matar a saudade do que a internet não nos permite viver. Mas enquanto isso, daqui, sorrio e te abraço como posso.
Comigo mesma, penso em paz: esse laço nenhuma distância desfaz.
Saudade das nossas orações tão sinceras, num quarto-secreto com lugar para três. Saudade da sua voz, fosse no tom que fosse. Saudade do seu cantar e do vôo que nossas mentes faziam juntas. Saudade da presença física, de saber que te tinha "logo ali".
Não estamos separadas, não na mente nem muito menos no coração, que é um só. Os emails me alegram e emocionam, são o colorido dos dias. Espero o dia de matar a saudade do que a internet não nos permite viver. Mas enquanto isso, daqui, sorrio e te abraço como posso.
Comigo mesma, penso em paz: esse laço nenhuma distância desfaz.
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