sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sobre o nosso laço

Já falei dela algumas vezes. Já escrevi sobre ela. Já chorei com ela, sem ela, e por ela. Já ri um tanto por causa dela! Ja reparti com ela, já somei, já dividi e multipliquei. Já vivi dores profundas, já me axaltei, já errei. Já pedi perdão, já me envergonhei, já sarei. Já sorri sorrisos largos, mas nunca amarelos. Já ganhei o céu, por causa de um olhar dela... Já a ouvi cantar e me encantei. Nunca desencanto dela. Já ouvi histórias, já contei, recontei, detalhei, narrei... "cronologicamente". Já decorei seu piscar, seu caminhar, seu desembaraçar. Já aprendi com ela - e como! Já ensinei, já troquei, já fotografei. Já comemorei, já subi em árvore, já viajei. Já servi com ela, já recebi e também doei. Já abri os braços pra ela, e também já disse "até logo". Já entendi o pra sempre, quando ela chegou. Já vivi sem ela, mas isso eu não posso mais...

Parabéns pelo seu dia, minha flor.
Longe ou perto. Meu laço eterno.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cores e sonhos

 
Sonhos costumam ter cores, muitas cores! Sons, tamanhos, pesos, medidas, listras e bolinhas coloridas. Sonhos têm vida, têm brincadeira, têm riso. Trazem consigo um tanto de humor, de energia... Aquela que muito contagia.
Sonhos tem gente, uma porção delas. Gente que ajuda no sonho, gente que faz parte dele, gente que ganha com ele.  Tem também aquelas que vão se achegando no caminho e fazem o sonho crescer. Às vezes, elas transformam o sonho um pouquinho, deixando sua marca. Mas têm aquelas também que mudam o sonho por inteiro, dando um sentido totalmente novo a ele! É um presente pro sonho quando elas aparecem... Suas ideias são únicas e mágicas!
O sonho às vezes têm vírgula, quando é preciso batalhar por ele por um tempo. Ou um ponto de exclamação, quando se tornam realidade e somam sonhos novinhos em folha! Os sonhos só não têm medidas.
Sonhos às vezes tropeçam... Mas não caem jamais, especialmente quando foram colocados pelo Pai no coração. Lá eles ficam seguros, quentinhos, só esperando para serem gerados. Sim, alguns precisam de um tempo maior pra nascerem. Se saírem mais cedo do aconchego, correm o risco de não terem força o suficiente, e se perdem no vento. É triste de mais quando isso acontece. Toda vez que chove muito lá fora, foi um sonho que se perdeu. O céu não aguenta de tristeza...
Sonhar é ter o mundo inteiro dentro de um só coração. É o desafio da física, da anatomia, da realidade...
Um sonho mereçe tudo, mas nunca um ponto final...


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De trás pra frente


A vida só faz sentido, quando observada de trás pra frente.

Seguindo portanto, na ordem cronológica, vou balançando e cantando, segurando para não cair.
Um dia, tudo há de se explicar, um dia o sentido me encontra, e pode até me fazer cair
na risada.

A vida
só faz
sentindo.

domingo, 19 de setembro de 2010

A arte da contemplação

Muitas coisas me inspiram.
Mas a mais pura verdade é que a nossa vida como membros de uma metrópole caótica, mais destrói, desintegra e maltrata, que o contrário. A vida como a conhecemos hoje nos informa tanto que perigamos permanecer na superfície. É o momento onde a diversidade e a facilidade nos engolem. Estamos sujeitos a, da mesma forma, construir laços rasos e fracos, tanto com as pessoas quanto com o próprio Deus. Muitos não procuram sequer conhecer-se a si próprios, e entender suas particularidades mais profundas. Tudo está ao nosso alcance, os desejos foram liberados e portanto, misturados, confundidos, distorcidos. A existência pode girar em torno do nosso próprio umbigo, e com ela, vem a sensação de que corremos atrás do vento.
A cada dia sinto que o segredo está no mais simples: parar, olhar em volta, contemplar o céu, que nos fala de nós mesmos, do caminho diário, de uma busca, de um encontro. Tudo tem seu lugar, seu tempo. A vida não precisa ser corrida, atropelada, acelerada. A vida pode ser um simples olhar para o céu, o contemplar de um pôr do sol. Espiritualidade, paz, presença de Deus, nada disso é complexo, ou distante. Está ali, no voo de um passarinho, nas cores de cada flor, no sol, nas estrelas, na força do vento. Deus nos fala, nos canta, nos chama para que entendamos que o nosso coração precisa dessa paz e desse sopro. Mas a diversidade para que somos chamados não nos permite enxergar o que é mais singelo.
É sufocante tentar segurar o tempo, atrasar os ponteiros do relógio, aproveitar ao máximo, entregar tudo certinho, produzir em tempo integral, agradar a todos que reclamam nossa presença, ser pai, mãe, ser forte, magra, rico, filho, irmão, amigo, marido, funcionário, chefe, mulher, homem, ser humano... Muitas vezes nos perdemos em tantas versões de nós mesmos dentro de uma realidade completamente disfuncional. As pressões são constantes, vem de fora e de dentro, e tem nos feito adoecer. A cura está numa existência que procura investir no que vem de dentro para fora. O caminho é contrário ao que nos é forçado goela abaixo: silenciar o coração, assistir à beleza de Deus revelada através da natureza, ouvir com a alma. O pôr do sol é democrático, não há quem não possa observá-lo. A oração, a meditação, nos fazem criar fronteiras com o mundo barulhento e guardar o nosso coração.
Graças à Deus, muitas coisas me inspiram...

* Inspirada pela pregação do Pr. Leandro, e pelos espetáculos diários, que não me canso de contemplar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E você? Tem medo de que?

Medo de cair
de não subir
Medo de errar
e de desistir
Medo de perder
de machucar, de exagerar
Medo as vezes de respirar
Medo de continuar, de acreditar
Medo de escuro, de barulho
e as vezes, medo do silêncio cortante
Medo de magoar, de marcar
Medo de não esquecer
Medo de querer, medo de se perder...

E ela, 24 anos de idade, missionária na China, que vivia num constante risco de ser morta, ao ser questionada quanto ao medo de morrer, responde assim: "Não. Só tenho medo de viver sem ter feito a vontade de Deus. Esse é meu único medo".

Medo de não ser esse meu único medo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tom diferente

Os dias transformam
a escuridão em luz
as cores do céu,
o brilho do sol em lua,
o breu em estrelas brilhantes.

O verde da fruta dá lugar ao amarelo
As folhas, as flores, as marés...
Tudo muda no espaço dos dias.

Os dias transformam esbarrões em encontros,
conversas em trocas,
abraços em laços,
asas de borboleta...

Como em uma dança circular,
o presente vai virando passado
e o futuro, presente se faz.
Sempre em ritmos diferentes a dança acontece:
Por vezes, lenta como uma valsa
por outras, apressada no passo de um forró.

O dia faz crescer as crianças,
aumenta a saudade
e encurta a espera.
A lágrima se desfaz num sorriso,
gerando esperança,
brotando arte.
A falta encontra aconchego
e a busca, um tesouro.

Nessa dança filho vira pai,
e pai (re)vira criança.
A mudinha se torna uma grande mangueira
as ruas de terra viram estradas.

Os versos se unem em música
A pescaria transforma-se em um belo jantar
Os sonhos um dia se tornam viagens
E mais tarde, lembranças em fotografias.

Tudo começa, cresce
e um dia chega ao fim.
Seja porque não se vê,
ou porque já não se sente.
Cada dia tem um tom diferente.

A única coisa que se sabe,
é  que enquanto estivermos na pista
a dança continua.
O tempo todo...

Basta um dia de cada vez.

Take your time, do it slow sometimes
Look around, take a breath
Respect you own feeling and be true.
But keep on dancing.
No one else can do it for you.

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." Mt 6:34

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sobre a fotografia

Hoje é o dia mundial da fotografia!
Muitas coisas tinham vindo à minha mente hoje, mas saber dessa data me fez desviar de todos os outros assuntos.
Por hoje, que as imagens falem por elas mesmas!

Há cor na cidade!
































"Nós que passamos apressados
 pelas ruas da cidade
 merecemos ver as letras
e as palavras de gentileza..."

=)